sábado, 24 de fevereiro de 2007

O mundo como eu o vejo!

Apesar de o ser desde que nasci, só soube por certo que era daltónico numa aula de Bilogia Humana (Já passaram assim tantos anos? 1998!!!). Nessa aula fizemos uns testes com as bolinhas de cores em que era suposto ver uns números. Se eu fosse normal, claro!

Suponho que de alguma maneira, já suspeitava de alguma coisa. Quando era pequeno dizia coisas do género: 'Olha aquela bola castanha!' e ficavam espantados a olhar para mim ('Queres dizer verde escura?'). E eu, pois, pois! Verde! A minha mãe e a minha irmã, achavam que eu não conhecia bem as cores. Pelos vistos continuo a não as conhecer. Pelo menos, da maneira que a maioria das pessoas conhece!

No secundário detestava as aulas em que tinha de ver coisas ao microscópio, porque não distinguia as estruturas coradas de verde das coradas de vermelho! Mas mesmo aí, nem sequer pensei que podia ser daltónico. Culpava a luz do microscópio, ou a qualidade das preparações.

Quando as pessoas sabem que eu sou daltónico têm muita curiosidade em saber como é que eu vejo o mundo. Gostava de ter uma resposta poética e esotérica para dar, mas a verdade é que para mim, vejo o mundo normalmente. Não tenho meio de comparação possível! Só me vejo confrontado com este 'defeito' quando jogo alguns jogos de computador em que se tem de alinhar três peças da mesma cor. O que é uma inconveniência um bocado pequena, não acham?

Abaixo, vão alguns sites que explicam, melhor do que eu, como é que os daltónicos vêem as cores, e até tem alguns testes. Pode ser que mais alguém que leia isto seja daltónico e não saiba! Por exemplo, nesta figura eu vejo um 2 e pessoas com visão normal vêem um 5.

http://jfly.iam.u-tokyo.ac.jp/color/index.html
http://www.toledo-bend.com/colorblind/Ishihara.html
http://www.visualmill.com/

Este post também se podia chamar 'Eu faço parte de uma minoria genética: parte I' ou 'Os defeitos que não posso mudar: parte I).

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Pablo Neruda


Algún día en cualquier parte, en cualquier lugar indefectiblemente te encontrarás a ti mismo, y ésa, sólo ésa, puede ser la más feliz o la más amarga de tus horas.

Pablo Neruda (12 July 1904 – 23 September 1973)

Um dia depois da morte de um dos mais sanguinários ditadores da história, faz sentido relembrar o poeta e diplomata chileno, apoiante de Salvador Allende e Prémio Nobel da Literatura em 1971, cujo funeral foi um dos primeiros actos de protesto do povo chileno contra mais uma ditadura militar na América do Sul...
Foi há 23anos...

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

O futuro

Vi há alguns anos na televisão a dizer que já estavam a desenvolver isto, mas nunca pensei que estivesse cá fora em tão pouco tempo. Parece ficção científica, mas já é possível ler livros electrónicos em leitores tão finos e quase tão flexíveis como papel. Consegue-se ler mesmo se o sol estiver a bater directamente. E sem reflectir luz não cansa tanto os olhos. Será o fim dos calhamaços?
Já sei o que pedir ao pai Natal. Mas a quase 400€ um brinquedo destes, vou continuar para já a comprar os de papel.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Evolução vs. Criação?

Os defensores da teoria do design inteligente (parece o nome de uma companhia de publicidade ou uma gráfica) atacam outra vez. Um museu em que uma visão literal da Bíblia é esticada até ao extremo de pôr dinossauros a co-existir com humanos para tentar explicar os danados ossos que aparecem por todo o lado.
Não percebo esta visao estática do mundo quando vemos mudança todos os dias. Quando muitos há muito tempo já conciliaram as suas crenças com a evidência da evolução.
A evolução não é uma teoria, é um facto corroborado por inúmeras evidências. Pode-se questionar o mecanismo de selecção natural proposto por Darwin em 1858, e muitos o fizeram e ainda fazem. Inúmeras teorias alternativas sobre os mecanismos responsáveis pela evolução surgiram desde 'A origem das Espécies'. E essas teorias e contributos vieram melhorar a nossa compreensão do Mundo à nossa volta. E é assim que a Ciência é feita. Somos verdadeiramente anões que conseguem ver mais longe por estarmos sentados nos ombros de gigantes. Cada contribuição está aberta a discussão. Não há vacas sagradas.

O custo da vida

Um estudo recente por uma companhia independente mostra uma coisa que nós já tinhamos notado há algum tempo. Copenhaga continua a ser uma das cidades mais caras para se viver no mundo. Basta sair para tomar um copo ou comer um bolo e sente-se logo o peso da Escandinávia no bolso. Mas o mais surpreendente para mim foi ver Luanda em 2º lugar, à frente de Oslo, que é a única cidade europeia no top 5. Ainda mais surpreendente se repararmos, pelo menos parece-me, que a comparação é directa sem correcção para o rendimento das pessoas

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Aulinhas

A semana passada fui às 'aulas'. Mas desta vez não aprendi nada. A Patrícia pediu-me para fazer uma apresentação do meu trabalho aos seus 'meninos', como ela chama. Foi a primeira 'aula' que dei, e estava com algum medo que eles não aprendessem nada. Basta lembrar-me das minhas primeiras apresentações que não correram muito bem. Desde aí acho que melhorei muitas coisas. Já não viro as costas ao público, falo mais alto (pelo menos, menos baixo), não me engasgo tanto (obrigado Paula, por ouvires 50 vezes a mesma apresentação na noite anterior!) e não passo slides a correr... Fiquei contente por eles fazerem perguntas que tivessem mesmo a ver com a apresentação, o que nem sempre acontece nos congresso a que fui.
Mas já me sinto mais à vontade a falar em público. Longe vai o tempo em que me recusei a entrar num teatrinho do colégio por vergonha. E estava bem giro, no meu fatinho de abelha.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Usar a ciência para o mal...! Pronto, para ganhar meio milhão de dólares.

Este artigo fala de um neurocientista que usou os seus conhecimentos do funcionamento do cérebro para aumentar as suas hipóteses de ganhar na versão americana do Quem Quer ser Milionário.

Através deste blog!

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Nível 2!

Depois de considerar desistir da aulas de dinamarquês, eis que acabo o primeiro módulo, sem grandes problemas. Estava muito nervosa por ser um teste falado, mas correu muito bem. Pelos vistos, a minha pronúncia é muito boa, e tenho potencial para falar muito bem dinamarquês. Pelo menos foi o que a professora disse. E se a professora diz...

Extra-terrestres

Ontem deu um programa na televisão holandesa sobre a famosa "autópsia" de um extra-terrestre que percorreu mundo há uns anos atrás. Achei engraçado entrevistarem médicos e especialistas de efeitos especiais que não conseguiram negar que aquilo era possível. Mas, pelos vistos este ano, os produtores de televisão que apresentaram as filmagens "originais" confessaram que no mínimo 95% das imagens eram fabricadas. Resta saber que 5% eram verdadeiras... Provavelmente os créditos!
Pelos vistos, o filme foi encomendado pelos tais produtores, e o boneco que parecia tão real para os especialistas (quer em autópsias quer em efeitos especiais) foi feito por um escultor surrealista. Deviam ter entrevistado um biólogo evolutivo! Dizia-lhe logo que tal bicho era demasiado parecido com um mamífero hominídeo e que a probabilidade de dois eventos evolutivos completamente diferentes produzirem criaturas tão parecidas é assim muito pequenina.
Basta imaginar que uma borboleta ou uma amiba são bem mais próximas evolutivamente do homem do que qualquer criatura que possa existir fora da Terra.

Descubra as diferenças II


Uma das fotos é uma personagem de banda desenhada que se transforma num monstro verde quando está irritado, a outra é a minha mesa pintada de fresco. Não há prémios para quem adivinhar qual é qual!