sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Como perder uma tarde sem fazer nenhum

Muito fácil... Basta achares que uma reunião marcada para depois do almoço vai ser mesmo a essa hora. São agora 18:33 e ainda estou à espera.
Há coisas que não mudam!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Que diabos!

Em dois dias, ouvi a expressão 'The greatest trick the devil ever pulled was convincing the world he did not exist' três vezes. Uma vez num episódio dos 'Scrubs', uma no filme 'Os suspeitos do costume' e outra não me lembro aonde. Que diabo de coincidência!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ele há dias!

Sol praticamente o dia todo. Quando saio do laboratório para ir comprar o almoço, chove torrencialmente. Quando estou a caminho de casa, chove torrencialmente. Ao menos, não está a chover tanto que chova dentro de casa.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Pipa

Brasil Pipa 2007
Aqui estão algumas fotos de Pipa. Cliquem na foto para ver o álbum.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A cura

Sei de muita gente que melhoraria a qualidade de vida se certa pessoa tomasse esta droga.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A saga do rei Jepp das pantufas brancas

Um domingo como outro qualquer! Até que aparece uma visita inesperada...
Como quem não quer a coisa, um gato, que mais tarde soube se chama Jepp, tenta entrar pela minha casa adentro.
Quando me levanto para o ir ver, ele percebe o erro dos seus modos e faz uma retirada estratégica para a varanda.
Aí, fecho a janela para ver se ele se escapa por outro lado e pelos seus próprios meios. Se entrou, também deve conseguir sair, pensava eu ingenuamente. Passado uma hora ou duas, lá continua ele na varanda apesar de ter tentado por várias vezes trepar de lá para fora.
Finalmente tomo a decisão de o deixar entrar em casa, só de maneira a ele sair pela porta. Ele sair pela porta, sai. Mas como no mundo dos gato urbanos a porta da rua dá para o telhado, ele sobe para o 2º andar em vez de descer para o rés-do-chão onde poderia sair pela porta da rua.
Tento mostrar-lhe racionalmente de homem para gato, que a porta da rua é sua melhor opção para ele voltar para casa. Mas ele parece não perceber. Havia qualquer coisa a impedir a comunicação entre nós. Se calhar ele só fala holandês...
O dia começa a escurecer e eu sem querer perder mais tempo (sim, porque faço outras coisas além de falar com gatos) indico ao gato que pode ficar dentro de casa durante a noite. No dia seguinte tentarei encontrar o dono.
No dia seguinte, peço conselho às pessoas do laboratório (e chego à conclusão que há uma grande comunidade de donos de gatos). Seguindo o conselho deles, ligo à sociedade protectora dos animais (não tem serviço em Leiden para recolher gatos), ao abrigo (não querem recolher o animal tão cedo depois de ele ter desaparecido porque há doenças a passar no abrigo) e levo o gato ao veterinário para detectar se tem um chip com informação dos donos (mas não tenho essa sorte).
A última opção é tentar encontrar o dono pelos meus próprios meios. Como o gato só pode ter vindo pelo telhado, era lógico concluir que terá vindo de alguma casa com telhado comum ao meu.
Lá fui, ajudado pelo Kees, bater porta à porta, com a coleira numa mão e uma foto na outra. Felizmente, à terceira tentativa, encontrámos a dona e a história acabou em bem.
Um dia diferente.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

O que aprendi no ESEB XI em Uppsala

- Algumas vespas podem ser umas sacanas;
- As bactérias estão em guerra umas com as outras;
- Algumas notícias passam mais depressa entre Porto e Lisboa, se passarem pela Suécia;
- Continua a haver um grande desequilíbrio entre a quantidade de mulheres e de homens nos escalões mais altos da ciência;
- As traças continuam a ser uma imagem de marca da evolução;
- O estudo de filogenias moleculares é visto de lado por muitos 'biólogos experimentais';
...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

sábado, 4 de agosto de 2007

Saldos de carne

Um dia, estávamos no supermercado, aqui em Copenhaga, já perto da hora de fechar. Quando chegámos perto do talho, notámos uma maior quantidade de pessoas do que era normal a comprar carne. Chegando mais perto, reparámos que muitos permaneciam lá apesar de não parecerem estar a comprar mais carne.
Só quando estávamos a escolher a carne para levar, é que reparamos que os senhores do talho estavam a mudar as etiquetas às embalagens. A pôr a carne mais barata porque era altura de fecho e se a carne não é vendida nesse dia, não pode ser vendida no dia seguinte porque a validade expira.
Fez-se luz então, as pessoas estavam à espera dos saldos. E percebe-se porquê! País caro...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

FC DenBosch, 0 - FCPorto, 4, Testemunho do verdadeiro emigra...


Um verdadeiro adepto segue sempre o seu cluve!!!


Estádio do FC Den Bosch no sábado passado.

Andar direito

Andar em quatro patas é bom para não cair das árvores, mas conservas mais energia no chão se usares só duas. Esta parece ser a conclusão principal deste estudo. Olhando pela perspectiva contrária, podemos já imaginar a próxima geração de vídeos de exercícios. 'Quer perder peso? Pergunte ao Tarzan!' 'O segredo da minha boa forma? Andar com as mãos e com os pés!'

quarta-feira, 11 de julho de 2007

The Office PT

Depois do sucesso das séries 'The Office' e 'The Office US' chega agora o 'The Office PT'. Esta versão tenta recuperar a qualidade da série original em que o embaraço era tanto que era quase palpável. 'Awkward' é mais a palavra certa. Não faltam os chefes que acertam sempre ao lado, os ajudantes bajuladores e inclui ainda um grupo que, segundo consta, está a tentar dominar o mundo ao género 'Pinky and the Brain'.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Macacos dançarinos

É assim tão depreciativo ser chamado de macaco?

Então é isso!

Eu a pensar que bocejava muito porque estava cansado, mas estou só a tentar activar o cérebro. É o equivalente fisiológico de dar ao kix.

sábado, 16 de junho de 2007

É o que dá fazer tectos de cartão!

Estamos em Junho! Mas, enquanto o mundo civilizado tem sol e calor nesta altura, nuvens negras pairam sobre o país dos gigantes, ironicamente chamado de Baixo. Na 5ª feira, essas nuvens decidem precipitar-se sobre nós. E todas ao mesmo tempo! De tal maneira que o andar de baixo no lab ficou alagado, e o tecto do meu gabinete começou a chorar. Como é óbvio, a chuva não parou quando eu queria ir para casa. Tal com o zef, chuço nem vê-lo. Chegado a casa, aquele cantinho já meu conhecido da cozinha, tava na sua sinfonia habitual a encher os baldes. Plimplimplim! Ponho a roupa a secar para se juntar ao pinganço. No dia seguinte, vou dizer ao senhorio que o tecto continuava na mesma. Saio de lá com promessa de alguém ir lá arranjar. Só estou à espera da próxima chuva (que não deve tardar!) para confirmar.
No dia seguinte, tudo mais calmo. Não chove no caminho para o lab. Mas a história ainda não acabou!
Quando chego ao gabinete, água mole em tecto falso, tanto molha até que se espatifa no chão e emporcalha tudo.
No fim de contas, uma grande semana.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

O Coelho e o Tritão

Num qualquer dia de Primavera, ainda a memória das grandes chuvas estava bem presente, um pequeno tritão camuflado, como são todos, andava à procura de um charco. Ia calmamente pela sombra e por sítios húmidos para se sentir mais fresco. Desde pequenino que ouvia a história do Linque que um dia, querendo ir mais depressa para outro charco onde o esperavam, atravessou um descampado num dia quente, apesar dos conselhos de tritões mais velhos. Nunca mais ninguém o viu depois disso!

Mas o nosso amigo não se preocupava muito com isso. Como não tinha pressa, preferiu o caminho mais seguro e também mais fresco. Não ganhava nada em caminhar ao sol, que estava bastante quente para aquela altura do ano. Ia então pelo meio dos arbustos, bem rente ao chão, desajeitadamente, com o seu comprido corpo e cauda a balancear à medida que ia avançando.

- Nunca mais chego à água! É muito mais fácil nadar do que andar. Na água sinto-me muito melhor. Parece que a barriga fica mais leve e esta cauda gigante que tenho atrás de mim serve para alguma coisa na água, enquanto que aqui só serve para me magoar nestas silvas quando passo.

Por falar em silvas; o tritão ainda não sabe, mas não está sozinho no meio das silvas. Outros animais utilizam as silvas para se esconderem quando acham que estão em perigo. Não é difícil de imaginar o susto que apanhou quando viu o grande animal coberto de pêlo que lhe apareceu de repente à sua frente.

Correu logo para fora do alcance daquele grande bicho, escondendo-se atrás de uns ramos mais grossos das silvas. Quando ganhou coragem, espreitou para ver onde andava a grande fera. Para sua surpresa, continuava exactamente no mesmo sítio onde a tinha visto. Parecia que nem sequer tinha dado conta da presença dele. Começou a aproximar-se a medo, levado pela curiosidade. Nunca tinha visto, na sua curta vida, animal tão estranho, o seu corpo coberto de pequenos fios, da cabeça saem o que parece ser duas caudas gigantes, também cobertas daqueles fios brancos. Ao se aperceber que só as tais caudas são maiores que o seu corpo todo, o tritão estremece todo. Ao fazer isso, o grande animal dá pela presença do tritão e vira-se de repente. O tritão assusta-se e parece que fica verde pálido e pára de se mexer, como uma estátua.

Se o tritão tivesse aprendido na escola os nomes dos animais, teria logo descoberto que este era um coelho e que não está em perigo porque apesar dos coelhos comerem coisas verdes como os tritões, prefere as coisas verdes que não se mexem. A surpresa do coelho não é tão grande como foi a do tritão. A pequenez da outra criatura não lhe causava medo, principalmente naquele momento, quando se estava a esconder de uma outra bem maior.

O tritão fez por fugir, mas ao ver que o coelho não o estava a perseguir voltou para trás, cada vez mais curioso por animal tão grande não o tentar comer. Aproxima-se novamente, e repara que o coelho estava novamente no mesmo sítio a olhar para fora dos arbustos, quase que diria com medo de alguma coisa. De quê, não conseguiu perceber.

Aproximou-se ainda mais, agora não para ver o coelho, mas para tentar perceber o que o estava a assustar. Devia ser algo terrível para assustar um animal tão grande!

- Consegues vê-lo?

- ...

O tritão bem olha na direcção que o coelho parece estar a apontar, mas não vê nada. - O quê?! - O grandalhão com voz de trovão!

- !!!

- Sempre que ele fala, um dos meus amigos cai e não se volta a levantar.

- Então temos de sair daqui para fora...

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Bruxas e tritões II


'Eye of newt, and toe of frog,
Wool of bat, and tongue of dog,
Adder's fork, and blind-worm's sting,
Lizard's leg, and howlet's wing,--
For a charm of powerful trouble,
Like a hell-broth boil and bubble.'


Em Macbeth de William Shakespeare.



Retrato da 'Granny Weathermax' retirado de The Art of Discworld de Terry Pratchett.

Bruxas e tritões

Multidão: A witch! A witch! A witch! We've got a witch! A witch!
Aldeão 1: We have found a witch, might we burn her?
Multidão: Burn her! Burn!
Bedemir: How do you know she is a witch?
Aldeão 2: She looks like one.
Bedemir: Bring her forward.
'Bruxa': I'm not a witch. I'm not a witch.
Bedemir: But you are dressed as one.
'Bruxa': They dressed me up like this.
Multidão: No, we didn't... no.
'Bruxa': And this isn't my nose, it's a false one.
Bedemir: Well?
Aldeão 1: Well, we did do the nose.
Bedemir: The nose?
Aldeão 1: And the hat -- but she is a witch!
Multidão: Burn her! Witch! Witch! Burn her!
Bedemir: Did you dress her up like this?
Multidão: No, no... no ... yes. Yes, yes, a bit, a bit.
Aldeão 1: She has got a wart.
Bedemir: What makes you think she is a witch?
Aldeão 3: Well, she turned me into a newt.
Bedemir: A newt?
Aldeão 3: I got better.
Aldeão 2: Burn her anyway!
Multidão: Burn! Burn her!

...

em
Monthy Python and the Holy Grail (1975)

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Os bichos




Visita ao Zoo de Leipzig - Uns macacos despreocupados, uns peixes pouco fotogénicos e um elefante bem disposto.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Filho de tubarão sabe nadar, mesmo só com metade dos genes.

Shark pup result of 'virgin birth', diz a revista NewScientist.
Segundo o artigo, os mamíferos são agora o único grupo de seres vivos em que não existe reprodução assexuada. Com excepção de um caso não confirmado há cerca de 2000 anos...

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Do lar para casa

Depois de um mês em Portugal, volto a entrar no eixo. Volto tendo a impressão que nada disto se passou. Uma sensação estranha! Uma espécie de mundo de fantasia onde tudo mudou, mas tá tudo na mesma. Como se alguém decidisse escrever um livro inteiro com as letras viradas do avesso, mas que estranhamente ainda conseguísse ler perfeitamente.
Sentia falta dos almoços em conjunto, do ambiente descontraído, da ciência entusiasmada. Dispensava a falta de material de laboratório, a ausência de interacção com as patentes mais elevadas e o cheiro a fertilizante natural dos campos vizinhos!
Os resultados que não surgiram no laboratório são de pouca consequência. A culpa é das batatas!

Depois da injustiça da meteorologia trocada, volto para a temporada das esplanadas, das flores, das pessoas na rua. Pode ser que tenha sorte...

sábado, 24 de fevereiro de 2007

O mundo como eu o vejo!

Apesar de o ser desde que nasci, só soube por certo que era daltónico numa aula de Bilogia Humana (Já passaram assim tantos anos? 1998!!!). Nessa aula fizemos uns testes com as bolinhas de cores em que era suposto ver uns números. Se eu fosse normal, claro!

Suponho que de alguma maneira, já suspeitava de alguma coisa. Quando era pequeno dizia coisas do género: 'Olha aquela bola castanha!' e ficavam espantados a olhar para mim ('Queres dizer verde escura?'). E eu, pois, pois! Verde! A minha mãe e a minha irmã, achavam que eu não conhecia bem as cores. Pelos vistos continuo a não as conhecer. Pelo menos, da maneira que a maioria das pessoas conhece!

No secundário detestava as aulas em que tinha de ver coisas ao microscópio, porque não distinguia as estruturas coradas de verde das coradas de vermelho! Mas mesmo aí, nem sequer pensei que podia ser daltónico. Culpava a luz do microscópio, ou a qualidade das preparações.

Quando as pessoas sabem que eu sou daltónico têm muita curiosidade em saber como é que eu vejo o mundo. Gostava de ter uma resposta poética e esotérica para dar, mas a verdade é que para mim, vejo o mundo normalmente. Não tenho meio de comparação possível! Só me vejo confrontado com este 'defeito' quando jogo alguns jogos de computador em que se tem de alinhar três peças da mesma cor. O que é uma inconveniência um bocado pequena, não acham?

Abaixo, vão alguns sites que explicam, melhor do que eu, como é que os daltónicos vêem as cores, e até tem alguns testes. Pode ser que mais alguém que leia isto seja daltónico e não saiba! Por exemplo, nesta figura eu vejo um 2 e pessoas com visão normal vêem um 5.

http://jfly.iam.u-tokyo.ac.jp/color/index.html
http://www.toledo-bend.com/colorblind/Ishihara.html
http://www.visualmill.com/

Este post também se podia chamar 'Eu faço parte de uma minoria genética: parte I' ou 'Os defeitos que não posso mudar: parte I).